A fronteira entre o Brasil e a Venezuela, localizada no município de Pacaraima, no Norte de Roraima, apresenta cenário de normalidade neste domingo (4/1), mesmo após o ataque dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro. Até o momento, não há registro de tensão ou aumento significativo no fluxo de pessoas, e a movimentação observada é considerada baixa, concentrando-se sobretudo no lado brasileiro da divisa.
Na região, a circulação é formada majoritariamente por turistas e curiosos que se aproximam da área fronteiriça para registrar imagens e observar o movimento local. Do lado venezuelano, a passagem segue sem alterações relevantes, sem indícios de deslocamentos em massa em direção ao território brasileiro.
A segurança na fronteira está sendo reforçada por meio de uma operação de rotina conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em conjunto com o Exército Brasileiro. As forças atuam na fiscalização de veículos e na checagem de documentação de pessoas que transitam entre os dois países, tanto na entrada quanto na saída do Brasil, com o objetivo de manter o controle e prevenir irregularidades.
Desde o agravamento da crise política, econômica e social na Venezuela, em 2018, Pacaraima consolidou-se como a principal porta de entrada de imigrantes venezuelanos no Brasil. Esse fluxo voltou a se intensificar nos últimos meses de 2024, impulsionado pelo avanço da atuação militar dos Estados Unidos na América Latina, o que elevou o alerta das autoridades locais sobre a possibilidade de novas ondas migratórias.
Apesar do clima de tranquilidade observado após a queda de Maduro, o governador de Roraima, Antônio Denarium (PP), voltou a defender o fechamento da fronteira como medida preventiva. Em declaração ao portal Metrópoles, o chefe do Executivo estadual afirmou ter solicitado formalmente ao governo federal a adoção da restrição, argumentando que um eventual novo fluxo de imigrantes poderia gerar impactos negativos sobre os serviços públicos e a infraestrutura do estado.
Até o momento, no entanto, não houve alteração na política de acesso, e a fronteira segue oficialmente aberta. No sábado (3/1), autoridades venezuelanas chegaram a impor um fechamento parcial da passagem, mas a medida teve curta duração e foi revertida após poucas horas, restabelecendo a circulação normal entre os dois países.
As autoridades brasileiras seguem monitorando a situação de forma contínua, avaliando possíveis desdobramentos do cenário político na Venezuela e seus reflexos diretos sobre a região Norte do Brasil.





