Passou a valer o novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621. O reajuste representa um aumento de 6,79%, equivalente a R$ 103 em relação ao valor anterior, que era de R$ 1.518. A atualização foi confirmada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no último dia 10.
De acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo piso salarial deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira. O cálculo considera os impactos diretos e indiretos sobre a renda dos trabalhadores, o aumento do consumo das famílias e a elevação da arrecadação tributária, mesmo em um contexto de restrições fiscais mais rigorosas.
O reajuste do salário mínimo segue a política de valorização baseada na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador utilizado como referência para a correção anual. Em novembro, o INPC registrou variação de 0,03%, acumulando 4,18% nos últimos 12 meses.
Além de beneficiar diretamente milhões de trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor também impacta aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais vinculados ao salário mínimo, ampliando seus efeitos sobre a economia e o orçamento público.
O governo avalia que a medida contribui para a preservação do poder de compra da população, especialmente das camadas de menor renda, ao mesmo tempo em que reforça a atividade econômica por meio do consumo interno.





