Nesta sexta-feira, 8 de agosto, é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Colesterol. A data chama a atenção para a importância de prevenir doenças cardiovasculares, e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) aproveita para destacar um problema crescente: o uso indiscriminado de anabolizantes. Segundo a entidade, essas substâncias vêm se consolidando como um fator silencioso de risco para o coração, especialmente entre jovens.
Os anabolizantes são definidos pela SBEM como substâncias cuja estrutura química se assemelha à do hormônio sexual masculino, a testosterona. Seu uso mais comum está associado à busca por hipertrofia muscular e ganho de desempenho esportivo. Em muitos casos, a motivação é estética, sem indicação ou acompanhamento médico.
Especialistas alertam que o consumo irregular dessas substâncias pode alterar significativamente o perfil lipídico do organismo, elevando o colesterol ruim (LDL) e reduzindo o colesterol bom (HDL). Essa combinação aumenta a probabilidade de formação de placas de gordura nas artérias, o que pode resultar em infarto ou acidente vascular cerebral.
De acordo com a SBEM, o risco não se limita ao período de uso. Alterações no metabolismo lipídico podem persistir por meses após a interrupção, agravando o impacto sobre a saúde cardiovascular. Além disso, o uso de anabolizantes pode provocar outros problemas, como hipertensão arterial, alterações no fígado e distúrbios hormonais.
A entidade reforça que a prevenção passa por informação de qualidade e acompanhamento médico. Praticar exercícios regularmente, manter alimentação equilibrada e realizar exames periódicos são medidas fundamentais para manter o colesterol sob controle e proteger o coração.





