O advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media e a plataforma de vídeos Rumble, criticou neste domingo (25) a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação em cidades brasileiras durante o segundo turno das eleições de 2026. Em manifestação publicada na rede social X, o representante jurídico questionou os fundamentos da medida, a rapidez com que ela teria sido determinada e o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter recorrido diretamente ao magistrado.
A declaração colocou em evidência a repercussão internacional de uma decisão relacionada ao funcionamento das seções eleitorais em meio a questionamentos sobre o acesso dos eleitores aos locais de votação. A discussão também trouxe para o debate público a atuação das instituições responsáveis pela condução do processo eleitoral e os procedimentos adotados diante de situações consideradas excepcionais durante a votação.
Na publicação, De Luca demonstrou desconfiança em relação ao tempo transcorrido entre a apresentação do pedido e a decisão judicial. Segundo ele, a rapidez da resposta levantaria dúvidas sobre a análise da solicitação apresentada ao ministro do STF.
“Em questão de minutos (Zanin sequer leu a petição?), as urnas foram mantidas abertas por Zanin”, escreveu o advogado.
A partir dessa crítica, o representante da Trump Media e da Rumble ampliou suas declarações e classificou o episódio como uma “manipulação flagrante das eleições”. A expressão foi utilizada pelo próprio advogado para contestar a condução do procedimento, mas não representa, por si só, uma comprovação de irregularidade eleitoral.
De Luca também questionou se o resultado das eleições brasileiras seria reconhecido internacionalmente como consequência de uma disputa livre e justa. A manifestação ampliou o alcance da controvérsia ao relacionar uma decisão judicial sobre o horário de votação à percepção externa sobre a transparência e a credibilidade das instituições eleitorais brasileiras.
Ao final do texto, o advogado fez uma comparação política envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente venezuelano Nicolás Maduro. “Pelo bem do Brasil, rezo para que não seja esse o caso”, acrescentou, após perguntar se Lula estaria prestes a se tornar “o próximo Nicolás Maduro”.
As declarações foram apresentadas em tom crítico e refletem a avaliação pessoal de De Luca sobre o episódio. Para compreender integralmente a controvérsia, entretanto, é necessário distinguir as opiniões expressas pelo advogado dos fundamentos jurídicos da decisão e das informações oficialmente confirmadas sobre as circunstâncias que levaram à alteração do horário de votação.






