O Centro Especializado em Reabilitação (CER) Barra, administrado pelo Instituto OCCASIO, recebeu, nesta sexta-feira (23), o vereador Alisson Sá e o secretário de Educação de Vitória da Conquista, Edgard Larry, para uma visita institucional voltada ao intercâmbio de experiências, ao conhecimento de práticas de reabilitação e à discussão de estratégias para o fortalecimento do cuidado integral às pessoas com deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A agenda proporcionou aos representantes de Vitória da Conquista a oportunidade de conhecer de perto a estrutura física da unidade, os projetos desenvolvidos e a organização dos serviços oferecidos aos usuários. Durante o percurso, foram apresentadas iniciativas que buscam integrar diferentes especialidades profissionais, estimular o desenvolvimento dos pacientes e oferecer suporte às famílias que acompanham o processo de reabilitação.
A visita também abriu espaço para reflexões sobre a importância de políticas públicas que assegurem atendimento humanizado, acessível e contínuo, considerando as particularidades de cada pessoa e as diferentes demandas que envolvem o cuidado. Nesse contexto, as experiências desenvolvidas pelo CER Barra despertaram interesse por apresentarem uma proposta assistencial que procura ir além dos procedimentos terapêuticos, incorporando o acolhimento familiar, a convivência e atividades complementares ao tratamento.
Um dos pontos de destaque foi a atenção direcionada às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e aos seus familiares. O trabalho desenvolvido pela instituição evidencia a relevância de uma abordagem que considere não apenas as necessidades individuais dos pacientes, mas também as dificuldades, as expectativas e os desafios enfrentados por pais e responsáveis durante o acompanhamento terapêutico.
Reabilitação, inclusão e novas possibilidades de cuidado
Ao longo da visita, o vereador Alisson Sá e o secretário de educação Edgard Larry conheceram os ambientes destinados aos atendimentos e às atividades terapêuticas, observando como a estrutura da unidade contribui para a organização dos serviços e para a criação de experiências que favoreçam o desenvolvimento dos usuários.
Entre os espaços que chamaram a atenção dos visitantes esteve a sala de jiu-jítsu, ambiente que demonstra a utilização de atividades esportivas como recurso complementar no contexto da reabilitação. A iniciativa amplia as possibilidades de atendimento ao associar o movimento corporal e a participação em atividades orientadas a uma proposta de cuidado que valoriza diferentes dimensões do desenvolvimento humano.
A presença desse espaço também reforçou a discussão sobre a necessidade de diversificar as estratégias terapêuticas, respeitando as condições e as particularidades de cada usuário. A oferta de atividades complementares pode contribuir para tornar o processo de reabilitação mais abrangente, desde que integrada às orientações da equipe responsável e às necessidades individuais dos pacientes.
A experiência apresentada durante o percurso permitiu aos representantes conhecer um modelo de organização assistencial que reúne atendimento especializado, estrutura física voltada às diferentes demandas e acompanhamento multiprofissional. O intercâmbio também favoreceu a reflexão sobre a possibilidade de adaptar experiências bem-sucedidas à realidade de outros municípios, levando em consideração suas estruturas administrativas, suas necessidades locais e a capacidade de atendimento da rede pública.
Alisson Sá defende ampliação de iniciativas voltadas às pessoas com deficiência
Pai de uma criança com Transtorno do Espectro Autista, o vereador Alisson Sá destacou a importância de conhecer instituições que desenvolvem práticas de cuidado integral e que podem contribuir para o aprimoramento das políticas públicas direcionadas às pessoas com deficiência.
A partir de sua experiência familiar e de sua atuação como representante público, o parlamentar ressaltou que o atendimento especializado precisa considerar as diferentes necessidades dos pacientes, sem deixar de reconhecer a participação fundamental das famílias no acompanhamento cotidiano e na continuidade dos cuidados.
Para Alisson Sá, conhecer iniciativas como as desenvolvidas pelo CER Barra permite ampliar a compreensão sobre as possibilidades de organização dos serviços públicos de saúde e reabilitação. O vereador também defendeu que experiências dessa natureza sejam consideradas na construção de políticas permanentes, capazes de alcançar um número maior de pessoas e oferecer suporte adequado às famílias.
“Uma estrutura como essa precisa ser reproduzida em outras cidades e deixar de ser apenas uma iniciativa institucional para se tornar uma política de Estado. Aqui, a assistência é integral: contempla o paciente, a família e as diferentes necessidades que envolvem o cuidado. É uma referência importante para quem busca oferecer um atendimento de qualidade às pessoas com deficiência”, avaliou.
A declaração ressalta um dos principais desafios enfrentados pelas políticas públicas de inclusão: garantir que o acesso aos serviços especializados não dependa exclusivamente de iniciativas isoladas, mas esteja amparado por estratégias permanentes de planejamento, financiamento e organização da rede de atendimento.
Nesse cenário, a troca de experiências entre municípios pode contribuir para identificar alternativas de gestão, compartilhar conhecimentos técnicos e ampliar o debate sobre os caminhos necessários para fortalecer a assistência às pessoas com deficiência, especialmente aquelas que necessitam de acompanhamento contínuo e de diferentes modalidades de atendimento.
Edgard Larry destaca acolhimento às famílias e estrutura da unidade
O secretário de Educação de Vitória da Conquista, Edgard Larry, também ressaltou aspectos da estrutura e dos serviços oferecidos pelo Centro Especializado em Reabilitação, com atenção especial aos recursos que favorecem o acolhimento dos pacientes e de seus acompanhantes.
Durante a visita, o secretário observou espaços destinados à convivência e à espera, além dos serviços disponibilizados pela instituição, entre eles o atendimento odontológico. Os ambientes e as iniciativas apresentados contribuíram para ampliar a discussão sobre a importância de proporcionar condições adequadas às pessoas que frequentam a unidade durante o processo de reabilitação.
A experiência também chamou a atenção para a necessidade de compreender o papel desempenhado pelas famílias, que frequentemente participam de forma direta da rotina de cuidados, acompanham consultas e terapias e precisam de orientação para lidar com as demandas dos pacientes.
Na avaliação de Edgard Larry, o atendimento não deve se restringir à pessoa que recebe a assistência. O acolhimento dos responsáveis, a orientação adequada e a atenção às necessidades familiares são aspectos importantes para tornar o acompanhamento mais humanizado e fortalecer a relação entre os serviços e a comunidade atendida.
“Precisamos compreender que o cuidado não pode se limitar ao paciente. A família tem um papel fundamental em todo esse processo e também precisa ser acolhida. Conhecer uma estrutura como essa nos permite observar experiências que podem inspirar novas iniciativas e ampliar as possibilidades de atendimento à população”, destacou.
A fala do secretário reforça a importância de uma abordagem que reconheça a família como parte relevante do processo de cuidado. Embora a reabilitação esteja diretamente relacionada às necessidades clínicas, funcionais e cognitivas dos pacientes, o envolvimento dos familiares também pode contribuir para a continuidade das orientações e para a construção de estratégias de acompanhamento mais adequadas à realidade de cada usuário.
O intercâmbio entre as áreas de saúde e educação também abre espaço para refletir sobre a necessidade de articulação entre os serviços públicos, sobretudo quando o atendimento envolve crianças que necessitam de acompanhamento especializado e de condições adequadas para seu desenvolvimento e sua participação social.
Instituto OCCASIO ressalta importância do intercâmbio entre municípios
A diretora de Avaliação e Expansão do Instituto OCCASIO, Edna Silva Brito, destacou a relevância de receber gestores e representantes públicos interessados em conhecer as experiências desenvolvidas pelo CER Barra. Segundo ela, o compartilhamento de práticas e conhecimentos constitui uma oportunidade de apresentar diferentes possibilidades de organização dos serviços e de contribuir para o aprimoramento da assistência pública.
A diretora ressaltou que o trabalho desenvolvido pela instituição busca considerar as necessidades específicas de cada usuário, articulando o acompanhamento multiprofissional com a participação das famílias. Essa perspectiva permite compreender a reabilitação como um processo que exige planejamento individualizado, integração entre os profissionais e atenção às diferentes dimensões da vida dos pacientes.
Edna Silva Brito também enfatizou que a aproximação entre instituições e representantes de diferentes municípios pode favorecer a disseminação de experiências e estimular novas iniciativas voltadas à inclusão, à dignidade e à qualificação do atendimento.
“Receber representantes de outros municípios interessados em conhecer de perto o nosso trabalho é motivo de satisfação e também de responsabilidade. Compartilhar nossas experiências permite mostrar como a integração entre os serviços, o cuidado multiprofissional e a atenção às famílias podem fazer a diferença na vida dos usuários. Saber que essas iniciativas podem inspirar outras cidades fortalece nosso compromisso com a qualidade da assistência e com a expansão de práticas que promovam inclusão e dignidade”, afirmou.
A declaração evidencia o papel do intercâmbio institucional como instrumento para aproximar diferentes realidades e estimular a construção de soluções para os desafios enfrentados pelos serviços públicos. A troca de experiências permite conhecer práticas já adotadas, avaliar suas possibilidades de aplicação e identificar caminhos para aperfeiçoar o atendimento, respeitando as características de cada rede de assistência.
Além de apresentar a estrutura e os serviços do CER Barra, a visita representou uma oportunidade de diálogo sobre a importância de fortalecer iniciativas que ampliem o acesso à reabilitação e promovam condições mais adequadas de acolhimento às pessoas com deficiência e seus familiares.
CER Barra oferece atendimento gratuito pelo SUS
Administrado pelo Instituto OCCASIO, o Centro Especializado em Reabilitação da Barra oferece assistência gratuita em reabilitação física e intelectual por meio do Sistema Único de Saúde. A unidade atende aproximadamente 900 usuários por mês e dispõe de uma estrutura organizada para receber pessoas com diferentes necessidades de acompanhamento e reabilitação.
O espaço conta com 26 salas de atendimento, área de convivência e ambientes destinados à realização de atividades terapêuticas. A estrutura é utilizada por uma equipe multidisciplinar formada por 35 profissionais, responsável por desenvolver estratégias de atendimento de acordo com as necessidades identificadas em cada caso.
Um dos instrumentos utilizados nesse processo é o Projeto Terapêutico Singular (PTS), elaborado a partir das particularidades de cada paciente. A proposta permite organizar o acompanhamento de maneira individualizada, considerando as necessidades funcionais, físicas, intelectuais e sensoriais dos usuários, bem como os objetivos definidos para o processo de reabilitação.
A adoção de um plano terapêutico individualizado é especialmente relevante em serviços que recebem pessoas com condições distintas e que, por isso, demandam diferentes abordagens profissionais. A identificação das necessidades e a definição das estratégias de acompanhamento contribuem para orientar o trabalho da equipe e organizar as ações de assistência.
O atendimento oferecido pela unidade contempla pessoas com comprometimentos físicos, neurológicos ou sensoriais, incluindo pacientes com amputações, paralisia cerebral, nanismo e deformidades congênitas ou adquiridas.
Também são atendidos usuários que apresentam dificuldades de aprendizagem ou compreensão associadas a condições sindrômicas, lesões cerebrais e alterações cognitivas ou sensoriais. A diversidade dos casos atendidos exige uma organização capaz de considerar as especificidades de cada pessoa e as diferentes necessidades relacionadas à reabilitação.
Acolhimento e acompanhamento fazem parte do processo de reabilitação
O acesso aos serviços do CER Barra ocorre por meio da regulação municipal. Após o encaminhamento e o acolhimento, a equipe realiza a identificação das necessidades dos pacientes e de seus familiares, orientando os encaminhamentos pertinentes e as ações de acompanhamento e apoio.
Esse processo representa uma etapa importante para organizar a assistência e direcionar os usuários aos serviços adequados, conforme as necessidades identificadas. A atuação multiprofissional permite reunir diferentes perspectivas sobre cada caso e estabelecer estratégias compatíveis com os objetivos do tratamento.
A participação das famílias também integra essa dinâmica. Pais, responsáveis e outros cuidadores frequentemente desempenham papel fundamental no acompanhamento das orientações e na rotina dos pacientes, especialmente nos casos em que a reabilitação exige continuidade e adaptação das atividades cotidianas.
Por isso, a existência de espaços de convivência, ambientes adequados para espera e iniciativas de acolhimento contribui para tornar a experiência dos usuários e de seus acompanhantes mais organizada e humanizada. Esses elementos complementam a assistência especializada e reforçam a importância de considerar o contexto familiar e social no planejamento do cuidado.
No caso das crianças com Transtorno do Espectro Autista, a atenção às particularidades individuais e às necessidades das famílias é especialmente importante para a construção de estratégias de acompanhamento. A oferta de serviços especializados, associada à orientação dos responsáveis e à articulação entre diferentes profissionais, pode ampliar as possibilidades de apoio ao desenvolvimento e à participação social.
Experiência pode inspirar novas iniciativas de políticas públicas
A visita de Alisson Sá e Edgard Larry ao CER Barra reforçou o debate sobre a importância de compartilhar experiências e buscar alternativas que contribuam para o aperfeiçoamento dos serviços públicos destinados às pessoas com deficiência.
O conhecimento da estrutura, dos projetos terapêuticos, das atividades complementares e das estratégias de acolhimento oferecidas pela unidade proporcionou aos visitantes uma visão mais ampla sobre a organização de um serviço de reabilitação que atende centenas de usuários mensalmente pelo SUS.
A experiência também evidenciou que a qualidade da assistência depende de um conjunto de fatores, entre eles a disponibilidade de profissionais especializados, a adequação dos espaços físicos, a organização dos fluxos de atendimento e o reconhecimento das necessidades dos familiares que acompanham os pacientes.
Para os municípios que buscam ampliar ou qualificar suas políticas de inclusão, o contato com iniciativas já desenvolvidas pode oferecer referências importantes para o planejamento de novos serviços. A incorporação dessas experiências, entretanto, exige avaliação das demandas locais, definição de prioridades e planejamento administrativo, de modo que as ações possam ser estruturadas de forma consistente e sustentável.
Ao reunir representantes públicos e gestores de uma instituição especializada, a agenda no CER Barra contribuiu para aproximar diferentes perspectivas sobre a reabilitação e o cuidado integral. O encontro destacou a importância de fortalecer políticas públicas que garantam acesso à assistência, valorizem a participação das famílias e promovam melhores condições de atendimento às pessoas com deficiência.
Mais do que conhecer uma estrutura física, a visita possibilitou o diálogo sobre práticas que colocam o usuário no centro do cuidado e reconhecem a inclusão como uma responsabilidade permanente dos serviços públicos e das instituições envolvidas na assistência. A troca de experiências reforça, assim, a importância de iniciativas que busquem ampliar o acesso à reabilitação, qualificar o atendimento e assegurar mais dignidade às pessoas que dependem desses serviços.






