A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) permanece na liderança da corrida pelo Senado no Distrito Federal, segundo levantamento divulgado neste domingo (13) pelo Instituto Gazeta de Pesquisas (Igape). Os números mostram que Michelle mantém a preferência dos eleitores quando questionados sobre o primeiro voto, enquanto a disputa pelo segundo voto apresenta um cenário mais pulverizado e marcado por elevado índice de indecisão.
No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Michelle Bolsonaro aparece com 27,9% das intenções de primeiro voto. Na segunda opção de voto, a ex-primeira-dama registra 11,8%.
Os números reforçam a posição de Michelle como principal nome da disputa no Distrito Federal. Na pesquisa anterior do Igape, divulgada em 6 de setembro, ela havia alcançado 27,5% no primeiro voto e 15,1% no segundo. A comparação mostra estabilidade no primeiro cenário, enquanto houve redução na preferência declarada para o segundo voto.
A pesquisa também revela que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu suas escolhas. Entre os entrevistados, 20,2% disseram não saber em quem votar ou preferiram não responder quando perguntados sobre o primeiro voto. Outros 4,3% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo.
A situação é ainda mais aberta quando o eleitor é questionado sobre o segundo voto. Nesse cenário, 41% dos entrevistados declararam estar indecisos, sinalizando que uma parcela expressiva do eleitorado ainda poderá mudar de posição ao longo da campanha.
Leila do Vôlei aparece na segunda colocação
Na corrida pelo primeiro voto, Michelle é seguida por Leila do Vôlei (PDT), que aparece com 15,2% das intenções. A senadora e ex-atleta ocupa a segunda posição no levantamento, consolidando-se entre os principais nomes da disputa.
Na sequência aparece Erika Kokay (PT), com 13,1%, seguida por Bia Kicis (PL), que registra 8,7%. O ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) aparece com 3,5%.
Outros candidatos apresentam percentuais menores. Ronaldo Fonseca (PSD) tem 1,8%; Tiago (Agir) aparece com 1,4%; David Horn (PCO) soma 1,1%; Avenir Rosa (Democrata) registra 0,9%; Guto Felício (PSDB) tem 0,7%; Marley (Avante) aparece com 0,5%; Guilherme Amorim (UP) registra 0,4%; e Zanata (PSTU) tem 0,3%.
Como a margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os candidatos que aparecem nas faixas mais próximas podem apresentar sobreposição estatística, configurando empate técnico dentro dos limites da pesquisa.
Bia Kicis lidera entre as opções para o segundo voto
O cenário muda quando os eleitores são convidados a indicar seu segundo voto para o Senado. Bia Kicis (PL) passa a ocupar a primeira posição, com 14,3% das intenções.
Michelle Bolsonaro aparece logo depois, com 11,8%, seguida por Leila do Vôlei, com 10,1%, e Erika Kokay, que registra 8,5%. Sebastião Coelho soma 4,2%.
Entre os demais nomes, Ronaldo Fonseca aparece com 1,8%; Avenir Rosa e Guto Felício têm 1,4% cada; Marley registra 1,3%; David Horn, 1,2%; Guilherme Amorim, 1,1%; Tiago, também 1,1%; e Zanata, 0,8%.
Nesse segundo cenário, a margem de erro de 2,2 pontos percentuais também precisa ser considerada na interpretação dos resultados. Dessa forma, diferenças pequenas entre os candidatos não necessariamente representam vantagem estatisticamente consolidada.
Disputa ainda tem espaço para mudanças
Os dados apontam para uma eleição em que, apesar da liderança de Michelle Bolsonaro no primeiro voto, o eleitorado ainda apresenta elevado grau de indefinição, especialmente na escolha do segundo nome.
A existência de 41% de eleitores indecisos no segundo voto pode representar um dos principais fatores de movimentação da disputa nas próximas semanas. Com um percentual tão expressivo de entrevistados sem uma escolha definida, a campanha dos candidatos deverá concentrar esforços na apresentação de propostas, consolidação de bases eleitorais e busca por novos segmentos do eleitorado.
Outro aspecto relevante é a diferença entre os dois cenários. Enquanto Michelle mantém uma vantagem significativa no primeiro voto, Bia Kicis aparece à frente quando os eleitores são questionados sobre a segunda escolha. O resultado evidencia que a dinâmica da eleição para o Senado possui características próprias e não necessariamente reproduz a mesma ordem de preferência nos dois votos.
Pesquisa ouviu 2 mil eleitores
O levantamento do Instituto Gazeta de Pesquisas (Igape) foi realizado entre os dias 8 e 12 de setembro, com 2 mil eleitores do Distrito Federal.
A pesquisa possui nível de confiança de 95% e foi contratada pela TV Atual, afiliada da Record News. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 09945/2026.
Os números divulgados neste domingo oferecem um retrato do momento eleitoral e devem ser interpretados dentro do período em que a pesquisa foi realizada. Até a votação, novos fatos políticos, alianças, debates, campanhas e estratégias dos candidatos podem alterar o comportamento do eleitorado.
Neste momento, porém, Michelle Bolsonaro aparece como o principal nome na preferência dos eleitores do Distrito Federal para o primeiro voto ao Senado, enquanto a disputa pela segunda vaga permanece mais aberta e com elevado percentual de eleitores ainda sem decisão.






