Novos laudos médicos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam um agravamento de seu estado de saúde durante uma sessão de fisioterapia realizada na última quinta-feira (2). Os documentos anexados ao processo descrevem uma piora clínica que teria comprometido a continuidade do tratamento fisioterapêutico, reforçando o pedido da defesa pela manutenção da prisão domiciliar em razão das condições médicas do ex-chefe do Executivo.
Segundo os relatórios médico e fisioterapêutico encaminhados ao STF, Bolsonaro apresentou uma nova crise intensa de soluços, acompanhada de sonolência acentuada, instabilidade de equilíbrio e dificuldades físicas que impediram a realização completa dos exercícios previstos para a sessão. Diante da evolução do quadro clínico, a equipe responsável decidiu interromper o protocolo de fisioterapia, concentrando os atendimentos em medidas destinadas ao controle dos sintomas e ao alívio do desconforto apresentado pelo paciente.
O fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, responsável pelo acompanhamento, detalhou no documento que houve uma diferença significativa entre as sessões realizadas ao longo da semana. Conforme o relatório, na segunda-feira (29), Bolsonaro conseguiu executar todas as atividades planejadas sem intercorrências relevantes. No entanto, durante o atendimento de quinta-feira (2), o agravamento dos sintomas tornou inviável a continuidade dos exercícios físicos, levando à suspensão do tratamento programado.
Os laudos também descrevem um estado geral considerado debilitado, ressaltando que as crises recorrentes de soluços vêm interferindo diretamente na recuperação clínica e na capacidade funcional do ex-presidente. Além disso, os profissionais de saúde registraram episódios de fadiga, redução da disposição física e dificuldades relacionadas ao equilíbrio corporal, fatores que, segundo a defesa, justificam a necessidade de um ambiente domiciliar para acompanhamento contínuo e tratamento adequado.
Diante da documentação apresentada, os advogados de Jair Bolsonaro protocolaram novo pedido ao Supremo Tribunal Federal para a prorrogação da prisão domiciliar, argumentando que a condição clínica exige cuidados específicos e limitações incompatíveis com eventual transferência para outro regime de cumprimento da medida cautelar.
Após analisar os novos relatórios médicos, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, decidiu nesta sexta-feira (3) manter Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Diferentemente da decisão anterior, a nova determinação estabelece que a medida será mantida por tempo indeterminado, permanecendo válida enquanto persistirem as circunstâncias processuais e as condições avaliadas pelo Supremo.
A decisão representa mais um capítulo do processo envolvendo o ex-presidente, que segue sendo acompanhado tanto do ponto de vista jurídico quanto médico. O caso permanece sob análise da Suprema Corte e poderá ser reavaliado conforme a apresentação de novos documentos, laudos clínicos ou manifestações das partes envolvidas.
Enquanto isso, a defesa sustenta que Bolsonaro continuará submetido ao acompanhamento permanente de sua equipe médica, responsável por monitorar a evolução do quadro de saúde e adotar as medidas terapêuticas consideradas necessárias.
O caso continua repercutindo no cenário político e jurídico nacional, especialmente em razão da combinação entre as decisões judiciais em curso e as informações sobre o estado de saúde do ex-presidente, que permanecem sendo acompanhadas de perto pelas autoridades, pela imprensa e pela opinião pública.
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