A tradição junina da Bahia ganhará um novo capítulo em 2026. A TV Aratu, em parceria com a Federação Baiana das Quadrilhas Juninas (FEBAQ), anunciou a realização de uma edição especial do consagrado projeto “O Galinho”, que será inteiramente dedicada ao Festival de Quadrilhas Juninas, fortalecendo ainda mais a preservação e a valorização de uma das manifestações culturais mais importantes do estado.
O evento acontecerá no Ginásio Poliesportivo de Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador, e promete transformar o município em um dos principais palcos da cultura nordestina durante os festejos juninos. As apresentações estão programadas para os dias 23 e 24 de junho de 2026, reunindo centenas de artistas, dançarinos, músicos e apaixonados pela tradição das quadrilhas.
No dia 23 de junho, as atividades serão realizadas das 14h às 20h. Já no dia 24, as apresentações ocorrerão das 10h às 18h, proporcionando ao público uma programação intensa e diversificada, marcada por cores, ritmos, figurinos elaborados e espetáculos que exaltam as raízes culturais do povo baiano.
A história do Galinho, considerado um dos maiores símbolos dos festejos juninos promovidos pela TV Aratu, possui uma ligação histórica com os festivais de quadrilhas. Após mais de três décadas de trajetória, a iniciativa resgata sua essência tradicional e reforça o compromisso de manter viva uma expressão artística que atravessa gerações e movimenta comunidades em diversas regiões da Bahia.
A competição colocará em disputa o tradicional “Troféu Celisa Felicidade”, uma homenagem que reconhece o talento, a dedicação e a excelência das agremiações participantes. Os grupos serão avaliados por uma comissão julgadora especializada, que levará em consideração critérios técnicos e artísticos fundamentais para a composição do espetáculo.
Entre os quesitos analisados estarão o conjunto da obra, a coreografia, o figurino, a musicalidade, o desempenho do marcador e a encenação do casamento, um dos momentos mais emblemáticos e aguardados das apresentações.
Representando diferentes territórios da Bahia, diversas quadrilhas já confirmaram presença no festival. Entre elas estão a Forró do ABC, de Salvador; a Bela Flor, de Catu; a Fogueira Santa, de Camaçari; a Caipiras da Mata, de Mata de São João; a Beija Flor, de Alagoinhas; e a Brilho de Candeias, de Candeias, além de outras importantes agremiações que mantêm viva a tradição junina em suas respectivas comunidades.
Cada grupo reúne dezenas de integrantes, envolvendo dançarinos, músicos, cenógrafos, costureiras, produtores culturais e personagens típicos que, juntos, transformam cada apresentação em um verdadeiro espetáculo de arte popular.
Mais do que uma competição, o festival se consolida como um importante instrumento de fortalecimento da identidade cultural baiana, incentivando a participação comunitária e promovendo o intercâmbio entre diferentes municípios do estado.
Para a CEO do Grupo Aratu, Ana Coelho, a iniciativa representa um compromisso permanente com a preservação do patrimônio cultural e com a valorização dos artistas populares.
“A TV Aratu apoia essas agremiações por meio da visibilidade e do resgate das tradições, valorizando esse patrimônio cultural e fortalecendo a conexão com a identidade baiana. As quadrilhas representam arte, pertencimento e transformação social. A emissora contribui para o fortalecimento das identidades regionais, dando voz aos quadrilheiros e reconhecendo o importante trabalho social desenvolvido nas comunidades de diversas cidades do nosso estado”, destacou.
O Festival de Quadrilhas Juninas contará com o apoio institucional da Prefeitura Municipal de Madre de Deus e terá realização conjunta da Federação Baiana das Quadrilhas Juninas (FEBAQ) e da TV Aratu.
A expectativa é de que milhares de pessoas acompanhem as apresentações ao longo dos dois dias de programação, consolidando Madre de Deus como um dos grandes destinos dos festejos juninos da Bahia em 2026.
Ao unir tradição, entretenimento e valorização cultural, a edição especial do Galinho reafirma a importância das quadrilhas juninas como patrimônio imaterial e fortalece o papel dessas manifestações na construção da identidade nordestina, preservando memórias, incentivando novos talentos e garantindo que a cultura popular continue sendo celebrada pelas futuras gerações.

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