O ministro do Supremo Tribunal Federal Nunes Marques convidou o ex-presidente Jair Bolsonaro para participar da cerimônia de posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, marcada para a próxima terça-feira (12), em Brasília. A presença de Bolsonaro, no entanto, dependerá de autorização prévia do ministro Alexandre de Moraes, responsável pela condução das medidas cautelares relacionadas ao processo que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
De acordo com interlocutores próximos de Nunes Marques, o convite seguiu o protocolo institucional adotado tradicionalmente pelo TSE em solenidades de posse. Convites formais foram encaminhados a todos os ex-presidentes da República ainda vivos, entre eles Dilma Rousseff, Fernando Collor de Mello e José Sarney. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi convidado para a cerimônia.
Indicado ao STF por Bolsonaro em 2020, Nunes Marques assumirá a presidência da Corte eleitoral no lugar da ministra Cármen Lúcia, encerrando o atual ciclo de comando do tribunal. A mudança integra o sistema de rodízio interno do TSE, responsável pela organização e fiscalização do processo eleitoral brasileiro.
Na mesma solenidade, o ministro André Mendonça tomará posse como vice-presidente do TSE. Ambos permanecerão nos cargos pelos próximos dois anos, período que antecede as eleições presidenciais de 2026 e deve ser marcado por debates sobre segurança eleitoral, combate à desinformação e fortalecimento institucional da Justiça Eleitoral.
A eventual presença de Bolsonaro na cerimônia ocorre em meio ao avanço das investigações conduzidas pelo STF sobre os atos antidemocráticos e a articulação de uma suposta tentativa de ruptura institucional após o resultado das eleições de 2022. O ex-presidente responde a restrições judiciais determinadas por Alexandre de Moraes, motivo pelo qual qualquer deslocamento ou participação em eventos públicos pode depender de autorização específica da Corte.





