Após a confirmação do primeiro caso de mpox em Porto Alegre, o Ministério da Saúde afirmou que a rede pública está preparada para a identificação precoce da doença e o manejo adequado dos pacientes. De acordo com a pasta, o Sistema Único de Saúde dispõe de protocolos atualizados de vigilância epidemiológica, além de equipes capacitadas para o diagnóstico, notificação e acompanhamento dos casos.
Dados oficiais indicam que, ao longo deste ano, o Brasil contabilizou 47 casos confirmados de mpox. A maior parte das ocorrências apresenta quadros leves ou moderados, sem registro de óbitos até o momento, o que reforça o cenário de controle da doença no país. Especialistas destacam que o diagnóstico precoce e o monitoramento contínuo são fundamentais para evitar a disseminação do vírus.
O alerta, no entanto, ganha relevância diante do anúncio recente da Organização Mundial da Saúde sobre a identificação de uma nova cepa do vírus da mpox. Segundo a entidade, os primeiros registros dessa variante ocorreram na Índia e no Reino Unido, o que levou as autoridades internacionais a reforçarem a vigilância global e o intercâmbio de informações entre os países.
Apesar da preocupação internacional, o cenário brasileiro mostra evolução positiva. Conforme o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, o número de casos registrados em 2026 é pelo menos cinco vezes menor do que o observado no mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e fevereiro de 2025, o país já havia contabilizado 260 notificações, número significativamente superior ao atual.
Para o governo federal, a redução expressiva está associada ao fortalecimento das ações de vigilância, à rápida resposta dos serviços de saúde e à conscientização da população sobre os sintomas e formas de transmissão. A recomendação das autoridades sanitárias é que pessoas com sinais suspeitos procurem imediatamente uma unidade de saúde, evitando a automedicação e o contato próximo até a confirmação diagnóstica.
O Ministério da Saúde reforça que segue monitorando o cenário internacional e nacional, em articulação com estados e municípios, para garantir respostas rápidas diante de qualquer mudança no perfil epidemiológico da mpox no país.





