A Polícia Civil inocentou o adolescente citado em caso da morte do cão comunitário Orelha em Santa Catarina.
A Polícia Civil de Santa Catarina esclareceu, nesta semana, que um dos adolescentes inicialmente apontados como suspeitos na morte do cão comunitário conhecido como Orelha foi oficialmente inocentado e passou a figurar no inquérito apenas na condição de testemunha. A informação foi confirmada pela Delegacia de Proteção Animal, responsável pela condução das investigações.
Conforme detalhado pela autoridade policial, após a análise minuciosa de imagens e a checagem de informações complementares, constatou-se que o jovem não aparece nos registros audiovisuais relacionados ao crime. Além disso, a família apresentou provas que indicam que o adolescente não estava na Praia Brava, local onde o caso ocorreu, no período em que o cão foi brutalmente agredido.
Em depoimento, o pai do adolescente foi categórico ao afirmar que o filho “nunca viu” o cachorro Orelha e que não teve qualquer tipo de envolvimento com o episódio. Já a mãe relatou o forte abalo emocional vivido pela família desde que o nome do jovem passou a circular como suspeito. Segundo ela, a exposição pública gerou sofrimento psicológico, especialmente diante da repercussão do caso nas redes sociais e na comunidade local.
Orelha, que era conhecido e cuidado por moradores da região, foi violentamente agredido no dia 4 de janeiro. De acordo com informações da Polícia Civil, o animal sofreu ferimentos graves e, após avaliação veterinária, precisou ser submetido à eutanásia em razão da extensão das lesões e do sofrimento irreversível.
Ainda segundo a Delegacia de Proteção Animal, as investigações seguem em andamento para identificar os reais responsáveis pela agressão. A polícia apura, inclusive, a possível participação de outros adolescentes no crime, bem como denúncias de eventuais tentativas de coação de testemunhas, o que pode agravar a situação dos envolvidos.
As autoridades reforçam que o inquérito permanece sob sigilo parcial e que novas informações serão divulgadas à medida que o trabalho investigativo avançar. O caso de Orelha gerou comoção em Santa Catarina e reacendeu o debate sobre maus-tratos a animais e a responsabilização dos autores, especialmente quando envolve menores de idade.





