Pelo quarto ano consecutivo, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcará presença na sessão solene de abertura do Ano Judiciário no Supremo Tribunal Federal (STF), prevista para esta segunda-feira (2). O evento simboliza o início oficial das atividades do Poder Judiciário em 2026 e reforça a interlocução institucional entre os Três Poderes da República.
A cerimônia será conduzida pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e reunirá autoridades dos principais poderes do país. Estão confirmadas as presenças do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), além de ministros da Suprema Corte, representantes do Ministério Público, da advocacia e de demais instituições do sistema de Justiça.
A participação de Lula ocorre em um momento simbólico, uma vez que este será seu primeiro compromisso público oficial após ter sido submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo, realizada na última sexta-feira (30). De acordo com informações divulgadas pela Presidência da República, o procedimento transcorreu de forma tranquila, sem qualquer intercorrência, e o presidente recebeu alta médica no mesmo dia, seguindo as orientações clínicas recomendadas.
A cirurgia de catarata é considerada um procedimento simples, seguro e de rápida recuperação, especialmente comum em pessoas acima de determinada faixa etária. Não é a primeira vez que Lula passa por esse tipo de intervenção: em 2020, ainda durante seu período fora do Palácio do Planalto, ele já havia realizado cirurgia semelhante, também com sucesso.
A presença do presidente na abertura do Ano Judiciário tem sido interpretada como um gesto de respeito institucional e de valorização do diálogo entre os Poderes, sobretudo em um cenário político marcado por debates sobre democracia, separação de competências e fortalecimento das instituições.
Na mesma segunda-feira (2), também ocorre a abertura oficial dos trabalhos no Congresso Nacional. No entanto, seguindo o padrão adotado nos últimos anos, Lula não deverá participar da sessão legislativa, concentrando sua agenda institucional no compromisso junto ao Supremo Tribunal Federal.
A expectativa é de que o evento no STF reforce a sinalização de estabilidade institucional e cooperação entre Executivo, Legislativo e Judiciário no início de mais um ano de atividades formais em Brasília.





