A pequena Alice Maciel Lacerda Lisboa, de apenas quatro anos, que estava desaparecida desde a tarde da última quinta-feira (29), foi encontrada com vida, trazendo alívio e emoção à família e à comunidade. A informação foi confirmada por familiares à rádio Itatiaia, que acompanhou o caso desde as primeiras horas do desaparecimento.
De acordo com os relatos, a criança foi localizada deitada sobre um barranco, em uma área próxima ao local onde havia sido vista pela última vez. Alice é autista não verbal e desapareceu por volta das 14h30, enquanto passava alguns dias na casa da avó. O sumiço ocorreu no momento em que a idosa atendia a uma ligação telefônica, o que teria sido suficiente para que a menina se afastasse sem ser percebida.
“Foi um descuido de segundos, mas que pareceu uma eternidade. Quando percebemos que ela não estava mais ali, o desespero tomou conta”, relatou um familiar, visivelmente emocionado.
Assim que o desaparecimento foi constatado, familiares, moradores da região e equipes de apoio iniciaram uma intensa mobilização nas buscas. Voluntários se uniram aos esforços, percorrendo terrenos irregulares, áreas de vegetação e arredores da residência, numa corrida contra o tempo.
Segundo outro parente da criança, a confirmação de que Alice estava viva foi recebida com lágrimas e agradecimento. “A gente só conseguia pedir a Deus que ela estivesse bem. Quando veio a notícia de que tinham encontrado nossa menina com vida, foi um alívio impossível de descrever”, afirmou.
Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde da criança, mas familiares informaram que ela foi acolhida e deverá passar por avaliação médica para garantir que não houve complicações em razão do tempo em que permaneceu desaparecida.
O caso reacende o alerta sobre os cuidados redobrados com crianças com transtorno do espectro autista (TEA), especialmente aquelas não verbais, que podem ter dificuldade em pedir ajuda ou retornar para casa sozinhas. Especialistas destacam a importância da supervisão constante e de estratégias preventivas para evitar situações semelhantes.
A família agradeceu o apoio da comunidade e das pessoas que se mobilizaram nas buscas. “Sem a ajuda de todos, talvez o desfecho não fosse o mesmo. Somos eternamente gratos”, declarou um dos familiares.
O episódio termina com um final feliz, mas deixa uma mensagem de atenção, empatia e responsabilidade coletiva diante de situações que envolvem crianças em condição de vulnerabilidade.





