A Fundação Maurício Grabois, entidade ligada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), divulgou uma nota pública de solidariedade a Nicolás Maduro após a operação conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela que culminou na prisão do líder chavista. O posicionamento reforça a reação de setores da esquerda brasileira, que passaram a se manifestar de forma crítica à atuação norte-americana no país vizinho.
No documento, a fundação se refere a Nicolás Maduro como “presidente” da Venezuela e adota um tom duro ao classificar a ação dos Estados Unidos. Segundo a nota, a operação representa uma “agressão armada imperial-colonial” e configura um “atentado terrorista de Estado”, termos que evidenciam a condenação política e ideológica da iniciativa americana.
A manifestação é assinada por Walter Sorrentino, presidente da Fundação Grabois, e acompanha a linha adotada por outras organizações e partidos do campo progressista, que interpretam a prisão de Maduro como uma violação da soberania venezuelana e do direito internacional.
Ainda no mesmo dia, o PSol também se pronunciou sobre o episódio. Em nota, o partido pediu a “libertação” de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e defendeu a necessidade de fortalecimento da integração latino-americana como forma de resistência à ofensiva dos Estados Unidos na região.
O Partido dos Trabalhadores (PT) igualmente se posicionou de maneira crítica à operação. A sigla classificou a prisão de Maduro como um sequestro e afirmou que a ação representa a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século XXI. Para o partido, o episódio agrava tensões geopolíticas e compromete a estabilidade regional.
As manifestações evidenciam a repercussão política do caso no Brasil e aprofundam o debate entre diferentes correntes ideológicas sobre a atuação dos Estados Unidos na América Latina, a situação interna da Venezuela e os limites da intervenção internacional em conflitos regionais.





