O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou neste sábado que, caso seja eleito presidente da República, seu primeiro ato oficial será conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Na hora. Primeiro ato, indulto. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, disse Tarcísio, em referência aos processos que investigam Bolsonaro por sua participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e por supostas tentativas de abalar o sistema eleitoral brasileiro.
A declaração foi feita durante um encontro com apoiadores em São Paulo, em meio ao acirramento das discussões políticas que antecedem o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente e outros sete aliados começam a ser julgados na próxima terça-feira, acusados de envolvimento em um plano para invalidar o resultado das eleições de 2022.
O indulto presidencial é um instrumento previsto na Constituição e concede perdão total ou parcial de pena a condenados. Críticos da fala de Tarcísio afirmam que a promessa reforça o alinhamento do governador paulista com a base bolsonarista, enquanto apoiadores comemoraram a declaração como um gesto de lealdade e reconhecimento à liderança do ex-presidente.
Especialistas em direito constitucional avaliam que, embora legal, um eventual indulto poderia ampliar a tensão institucional entre os poderes, principalmente em um cenário de condenação e polarização política acentuada.
A fala de Tarcísio ocorre em um momento em que seu nome vem sendo especulado como uma das principais apostas da direita para a sucessão presidencial em 2026, reforçando seu protagonismo no cenário político nacional.