O número de hospitais públicos brasileiros com unidades de terapia intensiva reconhecidas como de excelência cresceu significativamente em 2025. Segundo dados divulgados pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira, houve um aumento de 45% em relação ao ano anterior, totalizando agora 58 instituições públicas certificadas. Apesar do avanço expressivo, esses hospitais ainda representam uma parcela minoritária entre os 304 estabelecimentos com certificação nacional de excelência, dos quais 246 pertencem à rede privada.
A avaliação, realizada anualmente pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira, leva em conta critérios como qualidade assistencial, segurança do paciente, gestão de recursos e desempenho clínico das equipes de terapia intensiva. Nesta edição, foram analisados 800 hospitais 352 públicos e 448 privados que, juntos, ofertam mais de 20 mil leitos de unidades de terapia intensiva em todo o território nacional.
A certificação tem ganhado relevância no cenário hospitalar como um importante indicador de qualidade e eficiência na assistência intensiva. O crescimento geral no número de unidades certificadas foi de 25% em comparação com 2024, refletindo um movimento crescente de busca por melhoria contínua nos serviços críticos de saúde.
Desempenho do setor público e privado
Enquanto o setor público registrou um aumento de 45% no número de certificações, a rede privada apresentou crescimento mais modesto, de 21%. Ainda assim, permanece com ampla maioria entre os hospitais reconhecidos como de excelência. O desequilíbrio entre os dois segmentos revela desafios estruturais e orçamentários enfrentados pelo sistema público de saúde, embora também evidencie os esforços recentes para ampliar a qualidade da assistência intensiva no SUS.
Impacto na assistência à saúde
A ampliação do número de unidades de terapia intensiva de excelência no setor público tem impacto direto no cuidado oferecido à população, especialmente nas regiões onde a rede privada é pouco presente. A certificação não apenas reconhece boas práticas, como também impulsiona a melhoria contínua dos serviços, servindo de referência para outras unidades hospitalares.
A expectativa da Associação de Medicina Intensiva Brasileira é que, nos próximos anos, o número de hospitais certificados continue crescendo, com maior equilíbrio entre os setores público e privado. Para isso, a entidade pretende ampliar o suporte técnico às instituições interessadas em se qualificar, com capacitações, auditorias e programas de mentoria.
Embora ainda haja um longo caminho a percorrer, os dados de 2025 revelam uma tendência positiva e um avanço importante na qualidade da terapia intensiva brasileira, especialmente no SUS, cuja demanda é crescente e essencial para garantir o acesso universal e equitativo à saúde.