O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou a integrantes do governo que as conversas para lançar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato ao Governo de São Paulo avançaram de forma significativa nos últimos dias. Segundo relatos de aliados, o entendimento ganhou corpo após uma sequência de diálogos recentes entre o chefe do Executivo e o titular da pasta econômica, que teriam contribuído para reduzir resistências internas e alinhar expectativas políticas.
De acordo com interlocutores do Planalto, a viagem oficial de Lula à Índia e à Coreia do Sul foi decisiva para destravar a negociação. Durante o périplo internacional, os dois teriam aprofundado a avaliação do cenário eleitoral paulista e discutido os riscos e oportunidades de uma nova candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. Até então, Haddad vinha demonstrando cautela quanto a voltar à disputa estadual, especialmente diante do histórico recente e das demandas à frente do Ministério da Fazenda.
No entorno presidencial, a avaliação é de que Haddad reúne as melhores condições para liderar o palanque governista em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. Lula considera que o ministro tem capilaridade política, reconhecimento público e experiência administrativa suficientes para enfrentar o atual governador, Tarcísio de Freitas, apesar da derrota sofrida pelo petista no pleito de 2022. A leitura do Planalto é de que o cenário de 2026 pode apresentar variáveis distintas, com maior envolvimento do governo federal e reconfigurações no campo político paulista.
Paralelamente, o Partido dos Trabalhadores também se movimenta nos bastidores para estruturar uma chapa competitiva ao Senado. Nessa costura, surgem como possibilidades as ministras Simone Tebet e Marina Silva, cujos nomes são vistos como capazes de ampliar o arco de alianças e dialogar com diferentes segmentos do eleitorado paulista.
Conforme noticiado pelo Metrópoles, ambas analisam cenários partidários e jurídicos para viabilizar uma eventual candidatura. Entre as legendas mencionadas nas negociações aparece o Partido Socialista Brasileiro, apontado como uma das opções para acomodar o projeto político sem comprometer alianças nacionais.
Embora ainda não haja anúncio oficial, aliados avaliam que o movimento de Lula sinaliza uma estratégia mais ampla para recuperar protagonismo em São Paulo e fortalecer a base governista nas eleições estaduais. A definição final, contudo, deve depender do amadurecimento das conversas, do desempenho da economia e da leitura do cenário político nos próximos meses.





