O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu, nesta terça-feira (17), a visita do pastor Robson Rodovalho na Papudinha, unidade prisional do Distrito Federal onde está detido há cerca de um mês. O encontro ocorreu um dia após o ex-mandatário apresentar um pico de pressão arterial e passar mal dentro da prisão, episódio que acendeu alertas sobre seu estado de saúde.
Segundo Rodovalho, Bolsonaro demonstrava sinais de abatimento emocional ao comentar o ocorrido. “Ele ficou assustado com a crise, foi um susto grande”, afirmou o religioso em publicação nas redes sociais. Apesar disso, o pastor relatou que encontrou o ex-presidente mais equilibrado do que no dia anterior, ainda que visivelmente fragilizado pela hipertensão.
Durante a visita, o pastor disse ter realizado uma oração, lido um versículo bíblico relacionado à paz e entoando uma canção de cunho religioso. “Orei com ele, falei sobre tranquilidade e confiança. Houve um momento de fé e acolhimento”, escreveu Rodovalho, acrescentando que o gesto teria contribuído para melhorar o ânimo do ex-presidente.
De acordo com o relato, Bolsonaro enfrenta limitações físicas no dia a dia do cárcere. “Ele caminha com dificuldade, está se alimentando pouco e aparenta cansaço”, descreveu o pastor, ponderando, no entanto, que o estado mental do ex-presidente apresentou sinais de melhora. “Apesar do quadro físico debilitado, percebi esperança e maior estabilidade emocional.”
Na noite de segunda-feira (16), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou que Bolsonaro teve tontura e elevação da pressão arterial, sendo prontamente atendido pelo médico plantonista da unidade prisional. Segundo ela, após a avaliação clínica e os cuidados iniciais, o quadro foi estabilizado, sem necessidade de transferência hospitalar naquele momento.
A defesa do ex-presidente acompanha a evolução do estado de saúde e avalia a necessidade de novos exames ou medidas médicas complementares. Até o momento, a administração da Papudinha não divulgou boletim médico oficial detalhado, limitando-se a confirmar que o detento recebeu atendimento e permanece sob observação.
O episódio reacende o debate sobre as condições de saúde de Bolsonaro durante o período de detenção, enquanto aliados políticos e apoiadores seguem se manifestando publicamente, alguns pedindo acompanhamento médico mais rigoroso.





