O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, afirmou por meio de publicação, que documentos produzidos pela Polícia Federal afastam qualquer suspeita de envolvimento da família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas fraudes investigadas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo Pimenta, os relatórios da PF são categóricos ao apontar que não há indícios, provas ou menções que vinculem parentes do atual presidente aos esquemas de desvio de recursos que atingiram aposentados e pensionistas. Ele ressaltou que as apurações demonstram que as irregularidades tiveram início em 2021, período em que o país era governado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o ex-ministro, os documentos investigativos indicam que atos administrativos assinados durante o governo anterior teriam criado as condições para o funcionamento do esquema, facilitando práticas fraudulentas e abrindo brechas para o desvio de valores destinados a beneficiários da Previdência Social. “Os fatos são claros e estão registrados oficialmente nos autos da Polícia Federal”, destacou Pimenta.
Ainda conforme a publicação, o governo federal já conseguiu promover a devolução de valores a mais de 4 milhões de beneficiários lesados. Ao todo, cerca de R$ 3 bilhões teriam sido recuperados e restituídos aos aposentados e pensionistas afetados pelas fraudes, em um esforço conjunto de órgãos de controle e investigação.
Paulo Pimenta também rebateu informações que circularam nas redes sociais e em discursos políticos sugerindo envolvimento de familiares do presidente Lula. Segundo ele, a própria Polícia Federal esclarece que, quando há referência a “filho de político” em determinados trechos da investigação, a menção não diz respeito a nenhum parente de Lula, mas sim ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O relatório da PF é objetivo e não deixa margem para interpretações distorcidas. Não existe qualquer participação da família do presidente Lula. As tentativas de associar o caso ao atual governo não se sustentam diante dos fatos”, afirmou o ex-ministro.
As investigações seguem em andamento para identificar todos os responsáveis pelos esquemas fraudulentos, enquanto o governo federal reforça medidas de controle e fiscalização no INSS para evitar novas irregularidades e garantir maior proteção aos recursos da Previdência Social.





