O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e de outros parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra preso no Complexo Penitenciário da Papudinha, em Brasília. A decisão estabelece critérios objetivos para a realização dos encontros, com datas e horários previamente definidos, além da divisão dos visitantes em dois grupos distintos.
De acordo com o despacho, quatro parlamentares foram autorizados a realizar as visitas, respeitando o controle de acesso e a organização da unidade prisional. Os encontros ocorrerão em dias alternados, com intervalos de horário entre cada visitante, conforme cronograma fixado pelo STF.
Agenda organizada de visitas dos parlamentares a Jair Bolsonaro
Quarta-feira – 18 de fevereiro
- 08h às 10h Senador Bruno Bonetti (PL-RJ)
- 11h às 13h Senador Carlos Portinho (PL-RJ)
Sábado – 21 de fevereiro
- 08h às 10h Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG)
- 11h às 13h Deputado Sanderson (PL-RS)
Fundamentação da decisão
Na avaliação do ministro Alexandre de Moraes, a autorização atende aos requisitos legais e não compromete a ordem interna da unidade prisional nem as medidas cautelares impostas ao ex-presidente. O magistrado destacou a necessidade de organização rigorosa das visitas, evitando aglomerações e preservando a segurança institucional.
Segundo a defesa de Jair Bolsonaro, os pedidos apresentados ao STF têm caráter específico e objetivo. Em manifestação nos autos, os advogados afirmaram que as visitas “têm por finalidade permitir encontro pessoal específico, a ser realizado em data oportunamente ajustada, em razão da necessidade de diálogo direto com o peticionário”.
Articulação política e bastidores
Nos bastidores de Brasília, a autorização é interpretada como um movimento que reforça a articulação política do ex-presidente junto à sua base no Congresso Nacional. Parlamentares aliados avaliam que os encontros permitirão alinhar estratégias, trocar informações e manter o diálogo político em meio ao cenário jurídico enfrentado por Bolsonaro.
Por outro lado, interlocutores do Judiciário ressaltam que a decisão não representa privilégio, mas o cumprimento do que prevê a legislação, desde que observadas as regras do sistema prisional e as determinações judiciais em vigor.
Repercussão
A autorização das visitas repercutiu rapidamente nas redes sociais e no meio político. Aliados do ex-presidente celebraram a decisão, classificando-a como um gesto de respeito às garantias legais. Já críticos reforçaram que o acompanhamento rigoroso do STF é fundamental para assegurar que as visitas não extrapolem os limites estabelecidos pela Justiça.
Com as datas definidas, os encontros devem ocorrer sob monitoramento e dentro dos parâmetros fixados pela decisão judicial, mantendo-se o controle do Supremo sobre qualquer nova solicitação relacionada ao caso.





