O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve permanecer por mais algumas semanas à frente do comando da equipe econômica do governo federal. A permanência ocorre após a confirmação de seu nome na comitiva oficial que acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em viagem à Índia, programada para o período de 19 a 21 de fevereiro, em Nova Delhi, logo após o Carnaval.
Com a agenda internacional definida, a expectativa no Palácio do Planalto é de que Haddad só deixe oficialmente o cargo no fim do próximo mês. A sinalização contraria declarações anteriores do próprio ministro, que havia afirmado, ainda no início do ano, que pretendia se afastar do governo até o final de janeiro, alegando “questões pessoais”.
A presença de Haddad na missão presidencial reforça sua importância estratégica dentro do governo Lula, especialmente em um momento em que o Brasil busca fortalecer relações diplomáticas e econômicas com países emergentes. Fontes próximas ao Planalto avaliam que a participação do ministro é considerada fundamental para agendas ligadas a investimentos, comércio exterior e cooperação econômica bilateral.
Paralelamente à indefinição sobre sua saída do ministério, Haddad segue como um dos principais nomes do Partido dos Trabalhadores para disputar cargos majoritários nas eleições. Ele é apontado como aposta do PT tanto para a corrida ao governo do Estado de São Paulo quanto para uma eventual candidatura ao Senado Federal. Apesar disso, o ministro tem demonstrado resistência em retornar à disputa eleitoral.
Em declarações recentes, Haddad afirmou preferir um afastamento gradual da vida pública, com atuação nos bastidores da campanha de reeleição do presidente Lula. Segundo ele, o desejo pessoal seria contribuir de forma estratégica, sem necessariamente figurar como candidato. No entanto, o próprio ministro reconheceu, na semana passada, que ainda não há uma definição final sobre seu futuro político.
A indefinição ocorre em meio a pressões internas do partido e do próprio presidente da República, que veem em Haddad um nome competitivo e com forte capital político, especialmente no maior colégio eleitoral do país. Aliados avaliam que a decisão final dependerá do cenário político nas próximas semanas e das articulações eleitorais em curso.
Enquanto isso, Fernando Haddad segue exercendo papel central na condução da política econômica do governo, conciliando compromissos internos e internacionais, ao mesmo tempo em que mantém em aberto os próximos passos de sua trajetória pública.





