A Polícia Civil de São Paulo prendeu um homem suspeito de participação no assalto sofrido pela jornalista e empresária Maria Prata, esposa do apresentador Pedro Bial. O crime ocorreu na última quinta-feira (22/1), no bairro da Lapa, zona oeste da capital paulista, e causou forte repercussão por ter acontecido enquanto a vítima estava acompanhada da filha caçula, de apenas 6 anos.
De acordo com as autoridades, Maria Prata foi abordada por criminosos armados em plena via pública. Durante a ação, ela foi rendida sob ameaça, em uma situação de extrema tensão e vulnerabilidade, especialmente pela presença da criança. Apesar do susto, não houve registro de ferimentos físicos.
A prisão do suspeito foi efetuada por equipes da 3ª Delegacia Seccional, com apoio da 3ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco). As investigações avançaram após a análise de imagens captadas por câmeras de segurança da região, que permitiram identificar a motocicleta utilizada na ação criminosa.
Segundo a Polícia Civil, o homem detido não teria sido o autor direto da abordagem, mas atuava como olheiro, responsável por dar suporte logístico ao comparsa durante o assalto, monitorando o entorno e facilitando a fuga. A partir dessa identificação, os investigadores chegaram ao suspeito, que foi localizado no bairro do Campo Limpo, na zona sul da cidade.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam roupas, um capacete e outros objetos que podem estar relacionados ao crime. O material recolhido será submetido à perícia e deve auxiliar no aprofundamento das investigações. As diligências continuam com o objetivo de identificar e prender o segundo envolvido, apontado como o responsável direto pela abordagem armada.
Nas redes sociais, Maria Prata usou seu perfil para relatar o impacto psicológico do assalto. Em um desabafo comovente, a jornalista descreveu o trauma vivido após o episódio, afirmando que não conseguiu dormir e que sua mente revivia constantemente os momentos de medo e tensão.
“Não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a Dora, nem aquele cara”, escreveu.
Ela também destacou os efeitos emocionais do crime sobre a filha, que, embora não tenha visto a arma nem compreendido totalmente a gravidade da situação no momento, passou a demonstrar medo e inquietação nos dias seguintes. Segundo Maria Prata, a criança passou o dia tentando entender o ocorrido, fazendo perguntas e buscando explicações para a violência enfrentada.
“Dora passou o dia falando sobre isso, processando, perguntando, querendo entender o que foi aquilo, quem era aquele cara, por que ele queria o telefone, a senha, a aliança, por que isso acontece”, relatou.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso foi registrado inicialmente por meio da Delegacia Eletrônica e encaminhado ao 7º Distrito Policial, responsável pela área onde o crime ocorreu. A pasta acrescentou que o policiamento na região da Lapa foi reforçado e que a Polícia Civil segue empenhada na identificação e captura do segundo suspeito.
O caso reacende o debate sobre a segurança pública em áreas urbanas de São Paulo e o impacto da violência cotidiana, especialmente quando atinge famílias e crianças, deixando marcas que vão além das perdas materiais.





