A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se manifestou publicamente, nesta sexta-feira (16), após a primeira noite do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Complexo Penitenciário da Papudinha, no Distrito Federal. Transferido na quinta-feira (15), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Bolsonaro iniciou o cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta por sua condenação por liderar uma trama golpista com o objetivo de se manter no poder.
Em publicação nas redes sociais, posteriormente apagada minutos após ser divulgada, ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que a prisão do marido representa uma injustiça. “O lugar do meu marido é em casa. É lá que ele deveria estar”, escreveu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em tom de desabafo.
Ainda na mensagem, divulgada por meio do Instagram, Michelle declarou que permanece ao lado das filhas e dos enteados, unida no cuidado com Jair Bolsonaro. Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, embora as instalações da Papudinha ofereçam condições consideradas melhores em relação a outros presídios, isso não altera sua convicção de que a condenação é injusta. A ex-primeira-dama também reforçou que seguirá lutando pela concessão de uma prisão domiciliar de caráter humanitário ao ex-presidente.
“A certeza da injustiça permanece”, destacou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ao afirmar que a família seguirá mobilizada em busca de medidas legais que permitam a Bolsonaro cumprir a pena fora do sistema prisional.
No mesmo pronunciamento, a líder do PL Mulher fez um apelo aos apoiadores do ex-presidente. Ela pediu que aqueles que afirmam amar e defender Jair Bolsonaro evitem julgamentos pessoais ou interpretações políticas direcionadas à sua postura neste momento.
“Aqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política”, escreveu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
A publicação foi retirada do ar pouco tempo depois, mas repercutiu entre apoiadores e críticos, reacendendo o debate político em torno da condenação do ex-presidente e das condições de sua prisão. Até o momento, nem a defesa de Jair Bolsonaro nem o Supremo Tribunal Federal comentaram oficialmente sobre a exclusão da postagem ou sobre eventuais pedidos de prisão domiciliar.





