O senador da República e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou nesta terça-feira (13) que tenha solicitado um encontro com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, durante sua recente viagem ao país norte-americano. A declaração ocorre em meio a especulações sobre uma possível articulação diplomática do parlamentar junto a membros do alto escalão do governo norte-americano.
Em pronunciamento, Flávio afirmou que, embora considere “uma honra” dialogar com Rubio, não houve qualquer pedido formal ou informal para uma reunião com o secretário. Segundo ele, sua agenda nos Estados Unidos foi restrita a encontros estratégicos voltados à apresentação de seu nome como pré-candidato à Presidência do Brasil, além de reuniões políticas alinhadas ao campo conservador.
“Não solicitei encontro com o secretário Marco Rubio. Evidentemente, conversar com uma autoridade dessa magnitude seria uma honra, mas minha viagem teve objetivos bem definidos, relacionados à construção de uma agenda internacional e à apresentação institucional da pré-candidatura”, afirmou o senador.
O parlamentar também fez questão de esclarecer que não manteve contato com integrantes da alta cúpula da Casa Branca, afastando rumores de interlocução direta com o governo do presidente norte-americano. No entanto, confirmou ter se reunido com o deputado republicano Jim Jordan, uma das principais lideranças conservadoras do Congresso dos Estados Unidos e aliado de Donald Trump.
De acordo com Flávio Bolsonaro, o encontro com Jordan teve caráter político e ideológico, focado em temas como liberdade de expressão, conservadorismo, segurança pública e relações institucionais entre Brasil e Estados Unidos sob uma perspectiva alinhada à direita internacional.
Estratégia internacional e fortalecimento da pré-candidatura
Além de comentar a viagem aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro anunciou a ampliação de sua agenda internacional nos próximos meses, como parte da estratégia para fortalecer sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Estão previstas viagens aos Emirados Árabes Unidos e a Israel, países considerados estratégicos dentro de sua articulação política externa.
Em Israel, o senador participará da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, que será realizada em Jerusalém. No evento, Flávio Bolsonaro está programado para discursar ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, além de outras autoridades internacionais. A presença no encontro reforça o alinhamento do parlamentar com pautas conservadoras e de defesa de valores tradicionais no cenário global.
“A participação nesse evento é uma oportunidade de reafirmar o compromisso com o combate ao antissemitismo e com a defesa da liberdade religiosa, valores que precisam ser constantemente fortalecidos”, declarou.
Ainda durante a agenda internacional, Flávio Bolsonaro deverá se reunir com lideranças conservadoras da França e de outros países europeus. Segundo interlocutores próximos, os encontros fazem parte de uma estratégia de aproximação com movimentos políticos da direita internacional, buscando construir uma rede de apoio e visibilidade externa para sua pré-campanha presidencial.
Repercussão política
A movimentação internacional do senador ocorre em um momento de intensificação das articulações políticas no Brasil, com a antecipação do debate sucessório e a tentativa de consolidação de nomes no campo conservador. Analistas avaliam que a agenda externa tem como objetivo projetar Flávio Bolsonaro como uma liderança com trânsito internacional e alinhamento ideológico com governos e grupos conservadores ao redor do mundo.
Enquanto isso, o senador segue negando qualquer tentativa de lobby junto ao governo norte-americano, reforçando que suas viagens têm caráter político e institucional, e não diplomático oficial.
A expectativa é de que, nas próximas semanas, Flávio Bolsonaro continue ampliando sua presença em fóruns internacionais, ao mesmo tempo em que intensifica agendas no Brasil, em busca de consolidar seu nome na disputa presidencial.





