O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está estruturado para responder a eventuais consequências humanitárias decorrentes da escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Venezuela. Em declaração pública, Padilha ressaltou que o Brasil prestará assistência a todas as pessoas que necessitarem de atendimento, sem distinção, reforçando o caráter universal do sistema de saúde brasileiro.
Padilha foi o primeiro integrante do governo federal a se pronunciar oficialmente após o anúncio, feito pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, de ataques dos Estados Unidos ao território venezuelano. Diante do agravamento do cenário, o ministro convocou uma reunião de emergência para tratar da situação e discutir os desdobramentos relacionados à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Segundo integrantes do governo, o Brasil já vinha adotando medidas preventivas diante da possibilidade de agravamento da crise. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem buscado atuar como interlocutor e mediador no conflito, defendendo soluções diplomáticas e a preservação da estabilidade regional. A preocupação é ampliada pelo fato de Brasil e Venezuela compartilharem uma extensa fronteira terrestre, historicamente sensível a fluxos migratórios em momentos de instabilidade.
Desde 2013, a crise política, econômica e social na Venezuela provocou a saída de aproximadamente 9,1 milhões de cidadãos do país, configurando uma das maiores crises migratórias do mundo. Parte significativa desse contingente buscou refúgio em países vizinhos, incluindo o Brasil, o que exige atenção permanente das autoridades brasileiras, especialmente nas áreas de saúde, assistência social e acolhimento humanitário.
De acordo com informações divulgadas internacionalmente, os Estados Unidos realizaram um “ataque de grande escala” contra a Venezuela. Moradores relataram a presença de helicópteros sobrevoando a capital, Caracas, além de explosões registradas em diferentes localidades, o que elevou o clima de tensão no país sul-americano.
A situação se agravou ainda mais após o anúncio de um bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, com foco no setor petrolífero venezuelano, principal fonte de receitas do país. A medida gerou apreensão quanto a uma possível ampliação do conflito e seus impactos econômicos, sociais e humanitários, não apenas para a Venezuela, mas para toda a região.
Diante desse contexto, o governo brasileiro acompanha de perto os desdobramentos do cenário internacional e mantém em alerta suas estruturas de resposta, especialmente nas áreas de saúde e assistência, reafirmando o compromisso de garantir atendimento e proteção às populações afetadas por eventuais desdobramentos da crise.





