A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou, neste sábado (03), uma nota pública na qual se posiciona sobre a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro. No comunicado, ela classifica a operação conduzida pelos Estados Unidos como um marco simbólico para o país vizinho, descrevendo o episódio como o “início da libertação” do povo venezuelano após anos de crise política, institucional e social.
Na avaliação de Michelle Bolsonaro, a população da Venezuela teria vivido por um longo período sob um regime caracterizado, segundo ela, pela opressão, pela violência e pela presença do narcotráfico dentro das estruturas do Estado. A ex-primeira-dama afirma que esses fatores teriam comprometido direitos fundamentais e agravado o sofrimento da sociedade venezuelana, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
A nota também destaca os reflexos da crise humanitária venezuelana fora do país. Michelle menciona mulheres, pessoas com deficiência e imigrantes que, conforme o texto, foram obrigados a deixar a Venezuela em busca de proteção e melhores condições de vida, incluindo aqueles que encontraram refúgio no Brasil. Para ela, esse fluxo migratório é consequência direta da instabilidade política e econômica enfrentada pela nação sul-americana.
No documento, a ex-primeira-dama ainda faz críticas a líderes políticos e governos estrangeiros que, em sua avaliação, teriam adotado uma postura conivente com o regime chavista ao longo dos anos. Sem citar nominalmente todos os atores internacionais, ela questiona o silêncio ou o apoio de autoridades que, segundo seu entendimento, contribuíram para a manutenção do poder em Caracas.
Michelle Bolsonaro faz referência direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando-o como um aliado histórico tanto de Hugo Chávez quanto de Nicolás Maduro. De acordo com a nota, essa proximidade política é apresentada como parte do contexto que, na visão da ex-primeira-dama, ajudou a sustentar o regime venezuelano ao longo do tempo.
Ao final do comunicado, Michelle Bolsonaro defende que a Venezuela atravessa um processo de transição política sem violência, com respeito à população e às instituições. Ela encerra a manifestação com um apelo por uma mudança pacífica de poder e afirma manter orações pela Venezuela e pelo Brasil, reforçando o tom religioso e humanitário que marca o texto divulgado nas redes sociais.





